Com
a presença maciça de alguns dos maiores
clubes do futmesa do Brasil, o torneio comemorativo dos
25 anos do Grêmio Mineiro foi um grande sucesso.
Foram 12 clubes, entre eles a ACFB (do Rio), atual campeã
brasileira, a PORTUGUESA (de Juiz de Fora), campeã
mineira, o AMÉRICA (de São José do
Rio Preto), o SPORT (de Juiz de Fora), uma equipe representando
TERESÓPOLIS (do Estado do Rio) e a mais nova equipe
formada em Belo Horizonte, o LIBERDADE.
Na primeira fase, os 12 times foram divididos em dois
grupos de seis. Os três primeiros de cada chave
passavam à fase seguinte. No Grupo A classificaram-se
ACFB B, GRÊMIO A e PORTUGUESA; no Grupo B, ACFB
A, SPORT e LIBERDADE, sendo que os campeões de
grupo levavam um ponto de bonificação.
A
segunda fase teve inicio com o GRÊMIO A vencendo
o SPORT por 2 a 1, e a PORTUGUESA vencendo o LIBERDADE
por 1 a 0. Mesmo já sem chances de chegar à
final, SPORT e LIBERDADE não jogavam apenas para
cumprir tabela, pois disputavam a melhor colocação
no geral. O SPORT se deu melhor, ao empatar com a ACFB
A e garantir a quinta posição geral. O LIBERADE
foi derrotado pela ACFB B e terminou em sexto.
Os jogos ACFB B x PORTUGUESA e GRÊMIO A x ACFB A
definiriam os finalistas. Com o empate no jogo anterior,
a ACFB A perdeu o direito de jogar pelo empate, apesar
de ter iniciado a segunda fase com o ponto de bonificação.
Contando com suas torres gêmeas (VANDER e LORIVAL),
o GRÊMIO entrava confiante, mas, logo de cara, VANDER
levou um susto, sofrendo um gol de DUDU, o que deixava
a equipe em desvantagem. Porém, ele não
se abateu, e virou a partida para 5 a 1, dando tranqüilidade
à equipe gremista. Numa outra mesa, LORIVAL perdia
para EVANDRO, deixando assim toda a responsabilidade para
THIAGO, que, com tranqüilidade e experiência,
vencia PIRES por 3 a 0. Porém, o jogo não
estava definido e, com muita raça, PIRES quase
empata o jogo, que terminou 3 a 2, resultado que deu a
classificação à equipe gremista.
Na outra semifinal, um jogo emocionante entre PORTUGUESA
e ACFB B, com o time carioca jogando pelo empate, por
ter melhor campanha. Precisando da vitória, a PORTUGUESA
foi para cima e o que se viu foi um dos melhores jogos
de equipe dos últimos tempos, com muitas alternâncias
no placar, sendo que, a cada minuto, uma equipe estava
com a mão na vaga. No final, deu PORTUGUESA.
Ninguém melhor que o clube aniversariante para
fazer a grande final, e justamente contra a PORTUGUESA,
seu algoz no último Campeonato Mineiro. Mas, pela
primeira vez em sua história, a equipe A do GRÊMIO
mineiro não colocou a dupla LORIVAL e VANDER em
uma final, mesmo tendo os dois maiores ganhadores de títulos
individuais brasileiros em condições de
jogar. LORIVAL foi barrado e GUSTAVO entrou em seu lugar.
O que para muitos parecia uma loucura, não foi
feito por acaso. LORIVAL estava há quase um mês
sem jogar, e como o empate era um bom resultado para o
GRÊMIO, ninguém melhor que o HEAVY para cumprir
essa função .
Com a derrota de VANDER para STUMPF, as torres gêmeas
do GRÊMIO só não ruíram por
terem dois grandes alicerces: THIAGO PALHARES, que venceu
a ROMUALDO, e GUSTAVO LOPES, que derrotou a CARLOS HENRIQUE,
garantindo o título para o GRÊMIO MINEIRO.
O torneio marcou a despedida de LORIVAL da equipe do GRÊMIO
e o surgimento de mais uma equipe em Belo Horizonte, o
que deve acrescentar muito ao futmesa brasileiro.
Parabéns ao GRÊMIO MINEIRO pelos seus 25
anos de glórias, sofrimentos e conquistas; aos
fundadores – BENJAMIN ABALIAC, SÉRGIO BURNIER,
JOSUÉ DE CASTRO, PAULO SÉRGIO (ainda em
atividade), PAULO ROBERTO, GALBA NOVAES e RUBENS ABULIACK
(que, por diversos motivos, estão afastados) e,
em particular, ao amigo EUGÊNIO LISEY JÚNIOR,
que foi o botonista a colocar a palheta em minha mão
e me ensinar as primeiras noções da regra
dos 3 toques.
Obrigado ao pessoal de BRASILIA (JOSÉ RICARDO CALDAS,
ANTÔNIO CARLOS CALDAS, PAULO CARUSO, SÉRGIO
MOTTA, ÁLVARO SAMPAIO, LIBÓRIO e SÉRGIO
NETTO (os dois últimos in memorian), pelo intercâmbio
e boa-vontade no inicio difícil de nosso clube,
quando não mediram esforços e nem foram
egoístas, passando à frente o que já
sabiam.
Obrigado ao JOSÉ PIRES e ao JOÃO PAULO MURY
que, na década de 80, vieram a Belo Horizonte para
ajudar em nosso aprendizado; ao pessoal de JUIZ DE FORA,
eternos rivais, mas, com certeza, responsáveis
principais pela nossa evolução ao longo
dos anos.
Obrigado a todos os botonistas que passaram pelo clube
e que fazem parte dessa história de 25 anos de
alegrias.